Metadados do trabalho

Falar De Amor E Pertencimento

Jackson Luiz de França

O objetivo deste trabalho consiste em discutir o uso da música como recurso didático nas aulas de Geografia, proporcionando aulas mais interativas e com maior participação do aluno. Como a música está inserida na vida das pessoas através das tecnologias presentes nos ambientes que os norteiam. Este trabalho propôs introduzir a música como auxílio ao professor durante as aulas. A metodologia deste estudo é quantitativa e qualitativa, utilizou-se de levantamentos bibliográficos e embasamentos teórico-metodológicos acerca do uso da música e do lugar em sala de aula. Foi desenvolvida uma oficina com 27 (vinte e sete) alunos do sexto ano, na Escola de Ensino Fundamental Padre Pinho, localizada em Cruz das Almas na cidade de Maceió/AL, foi aplicado um questionário com a turma. Os dados serviram para elaboração dos gráficos. A experiência da oficina mostrou que a atividade contribuiu para ressignificar o lugar vivido pelos estudantes. Os resultados desse trabalho apontam possibilidades para a música nas aulas de Geografia como algo verdadeiramente eficaz.

Palavras‑chave: Ensino de Geografia; Lugar; Música  |  DOI: 10.29380/2026.E03.1774

Como citar este trabalho

FRANÇA, Jackson Luiz de. FALAR DE AMOR E PERTENCIMENTO. Anais do Colóquio Internacional Educação e Contemporaneidade, 2026 . ISSN: 1982-3657. DOI: https://doi.org/10.29380/2026.E03.1774. Disponível em: https://www.coloquioeducon.com/hub/anais/1774-falar-de-amor-e-pertencimento-2/. Acesso em: 29 abr. 2026.

FALAR DE AMOR E PERTENCIMENTO

Palavras-chave

Ensino de Geografia; Lugar; Música

Autores

  • Jackson Luiz de França

O objetivo deste trabalho consiste em discutir o uso da música como recurso didático nas aulas de Geografia, proporcionando aulas mais interativas e com maior participação do alunado. As atividades presentes na pesquisa foram desenvolvidas na Escola de Ensino Fundamental Padre Pinho com os alunos do 6º ano. O trabalho teve como base a introdução da música nas aulas de Geografia, com o intuito de fazer com que os alunos pudessem ter uma compreensão mais ampla sobre a questão do lugar. O ensino de Geografia, especialmente nos anos finais do Ensino Fundamental, enfrenta o desafio de tornar os conteúdos curriculares significativos para os estudantes. Entre os conceitos estruturantes da ciência geográfica, destaca-se o conceito de lugar, entendido como espaço vivido, carregado de afetividade, identidade e pertencimento.

Optou-se, por desenvolver uma atividade com o uso da música como estratégia didática para ensinar Geografia, especificamente o conceito de lugar, tomando como referência o bairro de Cruz das Almas. A escolha dessa metodologia fundamenta-se na compreensão de que a aprendizagem ocorre de maneira mais efetiva quando o conteúdo dialoga com a experiência cotidiana do educando. Diante disso, buscando dinamizar e tornar os estudantes sujeitos ativos no desenvolvimento das atividades. Procurou-se introduzir músicas que abordassem esse conceito, tais como: "Não há quem não morra de amores pelo meu lugar" de Eliezer Setton (2000). 

Conforme Yi-Fu Tuan, a experiência é o modo pelo qual o sujeito constrói a realidade, pois "experienciar é aprender" (TUAN, 1983). Assim, o lugar não pode ser reduzido a uma delimitação cartográfica; ele é construção simbólica, social e afetiva.

Além dos clássicos, dialoga-se aqui com produções recentes que discutem metodologias ativas e o uso de linguagens artísticas no ensino de Geografia. Estudos recentes apontam que práticas interdisciplinares mediadas por tecnologias digitais e linguagens culturais ampliam o engajamento discente e fortalecem a aprendizagem significativa (SILVA; COSTA, 2024; ALMEIDA; PEREIRA, 2025). O objetivo deste trabalho é analisar como a música pode contribuir para a construção do conceito de lugar nas aulas de Geografia, articulando teoria e prática pedagógica.

REFERENCIAL TEÓRICO

  

 Os livros didáticos pouco trazem informações sobre o lugar onde os estudantes residem, pois enfatizam a História de outros estados, cidades e municípios, fazendo com que os alunos não conheçam as origens do seu lugar. Nesse sentido, Callai salienta que:

A interligação teórica e o método sustentam os conteúdos, a relação com o contexto da vida do aluno pode dar o sentido ao conteúdo, ao que se agregam as práticas sociais, econômicas, culturais. E, sem dúvida as questões institucionais, considerando aqui a escola, e o contexto em que se insere, mas especialmente as políticas públicas que são de várias instâncias do nacional, do regional (aqui entendido os Estados brasileiros, a quem as escolas da educação básica estão prioritariamente ligadas), ao município e não com menor importância o bairro. (CALLAI, 2025, p. 18)

 

Sendo assim, a dimensão da escala de análise do global e do local que se faz presente no conjunto dessas decisões. O lugar situado no mundo é importante no desenvolvimento das atividades pedagógicas da vida escolar, pois o local é onde se territorializa o global.

Na nossa vida, muitas vezes sabemos coisas do mundo, admiramos paisagens maravilhosas, nos deslumbramos por cidades distantes, temos informações de acontecimentos exóticos e interessantes de vários lugares que nos impressionam, mas não sabemos o que existe e o que está acontecendo no lugar em que vivemos (CALLAI, 2004, p. 01).

 

Apesar dos progressos que os livros didáticos vêm tendo, o que acontece é que as propostas didáticas dos mesmos se remetem muito aos acontecimentos do mundo, isso faz com que o alunado venha a ter uma visão muito restrita sobre seu próprio lugar.

Segundo França (2013, p. 9) "a contextualização e problematização, desconstrução e reconstrução do conhecimento, insinuam a aproximação das informações com a realidade do educando, de modo que o ensino de Geografia se torne algo verdadeiramente significativo".

A partir da compreensão do seu lugar é possível relacioná-lo com o mundo globalizado, sendo fundamental estudá-lo, pois o mundo é global, e as relações sociais se concretizam em lugares específicos ao mesmo tempo. Nessa linha de raciocínio:

O lugar é formado por uma identidade, portanto o estudo dos lugares deve contemplar a compreensão das estruturas, das ideias, dos sentimentos, das paisagens que ali existem com os quais os alunos estão envolvidos ou que os envolvem (CASTROGIOVANNI, 2024, p. 15).

 

 Compreender o lugar em que se vive permite ao sujeito entender as coisas que ali acontecem, além de perceber uma relação possível entre questões políticas e vivências locais, sem perder de vista suas relações estruturais e globais.

É por meio do destaque atribuído aos estudos relacionados aos espaços vividos pelos discentes, que se torna possível abrir a possibilidade de fortalecer as aprendizagens referentes ao lugar dos discentes, contribuindo, na visão de Brasil (2017, p. 368), para o "[...] o desenvolvimento de noções de pertencimento, localização, orientação e organização das experiências e vivências em diferentes locais".

No ensino de geografia, ao considerar o lugar como um conceito geográfico, definido por meio da geografia humanista, o seu estudo em sala de aula tem como objetivo, nas ideias de Leite (2018, p.10), o "conhecimento da realidade, posicionamento pessoal e coletivo e uma das bases para a construção de identificações e de cidadania", enquanto que na geografia crítica, o conceito em questão aparece como meio para evidenciar as relações existentes entre  local e global.

Nesse contexto, a reflexão do lugar em âmbito geográfico possibilita ao aluno o entendimento de uma realidade que resiste e extrapola os limites do lugar. Do mesmo modo, a discussão sobre o lugar perpassa também pelo atual documento normativo da educação brasileira, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em que o conceito pode ser ligado, na perspectiva de Cavalcanti, Salvador e Menezes (2021, p.5), ao "cotidiano dos estudantes, buscando a afetividade com o espaço vivido e também conhecendo as dinâmicas sociais e culturais desses ao redor do mundo".  Nessa perspectiva:

O lugar é à base da reprodução da vida e pode ser analisado pela tríade habitante – identidade – lugar". Sendo o lugar uma construção, produto das relações sociais e nele se constrói uma série de significados, assim, possibilitando que o ser humano se conheça como sujeito social (CARLOS, 1996, p. 20).

 

A Geografia desenvolve a oportunidade de ser conhecedor de diversos lugares, mas antes tem-se que conhecer o próprio lugar. O ambiente escolar é o local onde essa difusão de conhecimento ocorre com maior facilidade entre professor e aluno.

  O bairro faz parte da história das pessoas que residem neste lugar, uma vez que os mesmos habitam e tem um laço afetivo com o respectivo bairro. Dessa forma, o reconhecimento de um determinado bairro é fruto do sentimento da população, de sua percepção, mesmo que este sofra alterações ao longo do tempo, conforme vão se desenvolvendo.

 

METODOLOGIA

A música é expressão cultural e manifestação territorial. Ela carrega marcas identitárias, memórias e referências espaciais. Ao ser utilizada como recurso didático, torna-se mediadora entre conhecimento científico e experiência vivida.

Estudos recentes (FORTALEZA; AMÉLIA, 2024) indicam que o uso da música nas aulas de Geografia favorece a aprendizagem afetiva e amplia a compreensão da dimensão simbólica do espaço. Assim, a música não é mero recurso ilustrativo, mas instrumento epistemológico que permite compreender território, identidade e pertencimento.

Esta pesquisa está ancorada no método quantitativo e qualitativo, Conforme Minayo (2010, p. 17) o métodos quantitativo e qualitativo compreende três etapas: "(1) fase exploratória; (2) trabalho de campo; (3) análise e tratamento do material empírico e documental." Tal abordagem mostra sua eficácia, à medida que produz metodologia a partir de observações diretas do objeto de estudo, seus fenômenos, indivíduos e situações, para compreender os achados da pesquisa. Como procedimentos metodológicos, foi realizado o levantamento bibliográfico, leituras de artigos científicos, dissertações e teses pesquisadas no catálogo de bancos de teses e dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Na sequência foram desenvolvidas as atividades com a participação de 27 estudantes do 6º ano. A oficina pedagógica foi estruturada em quatro momentos: Sensibilização inicial: diálogo sobre o bairro e levantamento de conhecimentos prévios; Exposição dialogada: discussão do conceito de lugar; Escuta e análise da música: leitura da letra e audição da canção; Aplicação de questionário semiestruturado e roda de conversa.

A análise qualitativa dos dados foi organizada por categorização, conforme Bardin (2011), estruturada em três categorias: Identidade e pertencimento; Memória local e Percepção socioespacial.
            Dessa forma, a Cruz das Almas começou como uma rua à margem da rodovia AL 101 Norte que dá acesso ao litoral norte de Alagoas, na qual construíram casas, que com o passar do tempo passou a formar um pequeno povoado, a partir da década de cinquenta, transformou-se em um novo bairro de Maceió.

 

RESULTADOS E DISCUSSÕES

 

A música é um recurso importante na educação, possibilitando um ensino de Geografia mais rico pode ser diversificado, na perspectiva de elucidar, clarear e ressaltar os assuntos ministrados em sala de aula, aumentando o interesse dos alunos e sua compreensão sobre o assunto em foco: o bairro Cruz das Almas.                  

Para o estudo do lugar na aula de Geografia se fez a utilização da música do seguinte modo. Inicialmente foi desenvolvido o conceito de lugar, relacionando o bairro Cruz das Almas. Em seguida, foi distribuído à letra da música, "Não há quem não morra de amores pelo meu lugar" (SETTON, 2000), ao escutá-las, pediu-se que fosse analisada as letras de cada uma, buscando a participação e compreensão por parte dos alunos. Utilizou-se um aparelho de som da escola, distribuiu-se questionários para saber a compreensão dos educandos em relação ao conteúdo ministrado.

Ocorreu a abordagem do assunto bairro de Cruz das Almas, junto à problematização da letra da música, analisou-se os aspectos históricos e sociais, fazendo a relação com o conceito de lugar, para os estudantes da Escola de Ensino Fundamental Padre Pinho Nessa, perspectiva foi apresentada a letra da música "Não há quem não morra de amores pelo meu lugar" (SETTON, 2000).

Eu sou da terra onde há lagoas
            Da terra onde há marechais
          De tantos risos de tantas loas
       Tantas ilhas tantas croas

Ah! Brincadeira é chegança
E o guerreiro que dança
Faz tremer o chão
Zé Maria Tenório
Entra! Pedro Teixeira
Theo Brandão
Ah! Dos Prazeres Senhora
Abençoe os senhores
Não há quem não morra de amores
Pelo meu lugar [...]

 

Após a utilização da música "Não há quem não morra de amores pelo meu lugar", solicitou-se que os alunos respondessem qual das alternativas a seguir: (A) Lugar, (B) Cultura e (C) Turismo, correspondem ao trecho da música. Diante disso, destaca-se a figura 1, com as respostas dos alunos.

  FIGURA 1 - Respostas dos alunos referente ao trecho da música abordada

Figura 1

               Fonte: FRANÇA, 2014.

               Elaboração: FRANÇA, SANTOS, 2014.

 

Com base na figura 1, 60% dos alunos entrevistados responderam que não tiveram nenhuma dificuldade em compreender o conteúdo trabalhado. Conclui-se que a turma assimilou bem o conteúdo ministrado em conjunto com a música, tendo em vista que 60% associaram corretamente o trecho da música ao conceito de lugar. Esse resultado pode ser interpretado à luz da perspectiva de Cavalcanti (2012), que defende o lugar como categoria central para o ensino de Geografia, por estar diretamente vinculado ao cotidiano e à experiência concreta dos estudantes. Ao utilizar a música como recurso didático, aproximou-se o conteúdo científico da realidade vivida, favorecendo a construção do pensamento geográfico.    

Diante disso, evidencia-se que a música pode ser utilizada como subsídio na aprendizagem dos alunos. 36% assinalaram a alternativa que se refere à cultura, devido ao fato de estar inserida na música, uma vez que a letra trata das características do lugar. Nesse sentido, o lugar pode ser entendido como espaço de produção e reprodução das práticas culturais, conforme a concepção de espaço como produto social discutida por Henri Lefebvre (2006). As referências à Chegança e aos Guerreiros revelam como as expressões culturais materializam a identidade local, constituindo o lugar enquanto construção histórica e social.

Por fim, 4% dos alunos assinalaram que a temática estudada retrata o turismo, pois na letra aborda pontos turísticos do lugar. A música retrata as características peculiares do lugar, abordando aspectos culturais como a Chegança, o Guerreiros, e os pontos turísticos como a serra da barriga.

Desse modo, os resultados indicam que a música atuou como mediação didática eficaz, pois possibilitou a articulação entre experiência vivida, cultura e conceito científico. Conforme argumenta Cavalcanti, o ensino de Geografia deve partir do lugar para promover a formação crítica do aluno, permitindo que ele compreenda as relações entre o local e as dinâmicas mais amplas da sociedade.

No que diz respeito à utilização da música na disciplina de Geografia, questionou-se ao alunado em relação ao modo de como esta deveria ser utilizada nas aulas, tendo as seguintes alternativas: (A) Somente com a letra da música ou (B) Com a letra da música e o áudio. Diante disso, destaca-se a figura 2.

 Figura 2 - A forma da utilização da música em sala de aula

Figura 2

Fonte: FRANÇA, 2014.

 Elaboração: SANTOS, 2014.

 

 

Nesse contexto, na figura 2, pode ser observado que 85% dos alunos optaram pela a alternativa A,  uma vez que o ritmo musical os envolveu e os agradou bastante, proporcionando um espaço de aprendizagem diferenciado do método tradicional de ensino, os colocando diante de novas experiências indicando valorização de recursos multimodais, assim Para Freire, a aprendizagem ocorre de forma mais significativa quando rompe com a lógica bancária e promove experiências que envolvam o sujeito de maneira ativa e contextualizada. A música, ao integrar som, ritmo e significado, favorece essa experiência educativa mais participativa. 15% preferiram somente a letra da música por não conhecê-la. 

Sob a ótica das metodologias ativas e do ensino híbrido, a valorização de recursos multimodais dialoga com as reflexões de Moran (2013), que defende a integração entre tecnologias digitais e práticas pedagógicas inovadoras, promovendo aulas mais dinâmicas e interativas. O fato de os estudantes demonstrarem preferência pelo áudio indica uma aproximação entre escola e cotidiano digital, tornando o processo de aprendizagem mais significativo. 

No campo das tecnologias educacionais, Pierre Lévy (1999), contribui ao discutir a cibercultura e as novas formas de interação mediadas pelas tecnologias digitais. A facilidade de acesso a dispositivos que reproduzem som reforça a inserção dos estudantes em uma cultura digital, na qual o aprendizado se dá por meio de múltiplos estímulos sensoriais.

Além disso, a diferença entre os 85% que preferiram áudio e letra e os 15% que optaram apenas pela letra pode ser analisada à luz da teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel (2003), que destaca a importância dos conhecimentos prévios no processo de aprendizagem. O fato de alguns alunos não conhecerem a música pode ter influenciado sua preferência, demonstrando que a familiaridade com o recurso interfere na assimilação do conteúdo.

Entender o lugar é compreender uma relação entre vivências expressas localmente sem se perder de vista suas relações estruturais, globais ou até mesmo as novas relações espaciais determinadas por um mundo em constante transformação. 

Quando proposta a música como ferramenta didática para interpretação e compreensão, adejava-se uma maior reflexão sobre seu cotidiano, suas transformações e interferências dos conjuntos sociais, o objetivo estava em observar o que os estudantes tinham como conhecimento comum, e como fariam para sistematizar a música e questionário, além de como interpretaram o lugar, no caso o bairro Cruz da Almas, depois de toda a abordagem embasada nos fenômenos cotidianos, muitas vezes tão próximos deles, porém se tornavam distantes de seu lócus de visão e reflexão, devido a essa intrusão midiática no contexto social e à facilidade dada pelas mídias digitais que são utilizadas em sua maioria de forma incorreta.

A música fez com que as aulas ficassem mais leves, passassem mais rapidamente e até ajudou para que a turma ficasse mais quieta. A música é um instrumento didático que pode ajudar na sistematização do saber e na compreensão da realidade dos sujeitos de qualquer local e de qualquer nível da educação básica.

Abstract

The objective of this work is to discuss the use of music as a teaching resource in Geography classes, providing more interactive classes with greater student participation. Music is embedded in people's lives through the technologies present in their environments. This work proposed introducing music as an aid to the teacher during classes. The methodology of this study is quantitative and qualitative, using bibliographic surveys and theoretical-methodological foundations regarding the use of music and place in the classroom. A workshop was developed with 27 (twenty-seven) sixth-grade students at the Padre Pinho Elementary School, located in Cruz das Almas in the city of Maceió/AL, and a questionnaire was applied to the class. The data served to create the graphs. The workshop experience showed that the activity contributed to re-signifying the place experienced by the students. The results of this work point to possibilities for music in Geography classes as something truly effective.

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