Metadados do trabalho

Relato De Experiência Referente Ao Ensino De História E Cultura Afro-Brasileira E Africana No Alto Sertão De Alagoas

Wilma Amâncio da Silva

Este artigo apresenta um relato de experiência referente ao ensino de história e cultura afro-brasileira, incluindo práticas pedagógicas que traduzem o tema em uma instituição de Educação Básica, especificamente sobre a aplicação da lei 10.639/2003 que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira nas instituições de ensino fundamental e médio. Além disso, seguem registros de atividades dinâmicas, permitindo o envolvimento dos educandos para refletir acerca da história, suas transformações, permanências e discussões atuais. O objetivo é proporcionar a importância de conhecer algumas práticas pedagógicas relacionadas à cultura afro-brasileira. A metodologia apresenta um relato de experiência desenvolvido pelo professor de história e levantamento bibliográfico a partir de uma abordagem qualitativa, discorre sobre as principais etapas de desenvolvimento de um projeto relacionado ao dia da consciência negra. Os resultados e discussões evidenciam as principais perspectivas teóricas do estudo, notificando imagens das manifestações culturais registradas, contendo as atividades concretizadas pela discente. A instituição de ensino é um espaço democrático de en

Palavras‑chave: Cultura; Práticas; Racismo  |  DOI: 10.33637/2595-847x.2022-141

Como citar este trabalho

SILVA, Wilma Amâncio da. RELATO DE EXPERIÊNCIA REFERENTE AO ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA NO ALTO SERTÃO DE ALAGOAS. Anais do Colóquio Internacional Educação e Contemporaneidade, 2026 . ISSN: 1982-3657. DOI: https://doi.org/10.33637/2595-847x.2022-141. Disponível em: https://www.coloquioeducon.com/hub/anais/1614-relato-de-experi-encia-referente-ao-ensino-de-hist-oria-e-cultura-afro-brasileira-e-africana-no-alto-sert-ao-de-alagoas/. Acesso em: 1 maio 2026.

RELATO DE EXPERIÊNCIA REFERENTE AO ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA NO ALTO SERTÃO DE ALAGOAS

Palavras-chave

Cultura; Práticas; Racismo

Autores

  • Wilma Amâncio da Silva

1 INTRODUÇÃO

Este trabalho está pautado em um relato de experiência que aborda o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana desenvolvida em determinada instituição de ensino como proposta da disciplina de história. |A cultura afro-brasileira e africana foi escolhida como objeto de estudo porque precisa ser inserida nas discussões e espaços escolares, expandindo os conhecimentos acerca dos aspectos históricos africanos, principalmente a diáspora negra, cujas consequências estão refletidas no racismo estrutural e nas disparidades sociais. Os autores Nascimento e Lira (2018) discutem a valorização do ensino de história afro-brasileira com a propagação de saberes formados pela cultura negra, destacam a Lei 10.639/2003, seus objetivos e as diretrizes para a educação. A pergunta de partida da pesquisa foi: quais as concepções vivenciadas pelos alunos sobre o ensino de história e cultura afro-brasileira na escola? A problemática está expressa nas dificuldades em desenvolver atividades significativas e funcionais que valorizem o ensino da Cultura afro-brasileira e africana nas aulas de história.

A pesquisa iniciou com o levantamento bibliográfico das fontes norteadoras da investigação, em seguida aplicou-se um projeto que possibilitou a construção deste relato de experiência docente com abordagem qualitativa para melhor descrever o processo de desenvolvimento de atividades pertinentes ao projeto sobre consciência negra.

Nessa Perspectiva, os conteúdos referentes às ascendências africanas são imprescindíveis no Brasil para superar as dificuldades enfrentadas pelos afrodescendentes na contemporaneidade no que tange as facetas do racismo. Este artigo contribui para a formação de novos conhecimentos sobre a temática na academia, propõe uma reflexão acerca das atividades práticas e dinâmicas que sustentam os objetivos do ensino da cultura afro-brasileira  como instrumento de divulgação de conhecimentos educacionais.

Entretanto, a Lei 10.639 de 2003 destacou a obrigatoriedade de ensinar conteúdos que retratam os povos negros africanos, sua migração forçada para o continente americano e outras regiões do mundo. A cultura, as identidades estão pautadas em resistências, apresentam uma trajetória delimitada a partir dos obstáculos na luta por direitos. Albuquerque e Teles (2021, p. 161) acrescentam que: "Discutir a história do Movimento Negro no Brasil é essencial para entender que a resistência afro-brasileira não se resume a poucas décadas, é importante evidenciar a presença negra em todos os períodos da história do Brasil."

Os seguintes desafios precisam ser superados: ampliação do acesso aos conhecimentos como a história verídica dos africanos e a ausência da oferta de cursos para professores sobre a temática. Além disso, as escolas não exibem um acervo bibliográfico disponível para o desenvolvimento de pesquisas. Os livros didáticos analisados dispõem de restritas informações ou resumos da história africana, em forma de textos complementares ou lembretes. Os debates que abrangem as questões sobre os afrodescendes e a história da presença negra no Brasil são expostos com frequência durante o mês de novembro, quando as escolas evidenciam a cultura afro-brasileira em aulas ou projetos sobre consciência negra, valorizando os legados de Zumbi dos Palmares, essencialmente no Estado de Alagoas, localização do Quilombo dos Palmares na Serra da Barriga em União dos Palmares – AL.

A Lei 10.639/03 alterada a partir da Lei 11.645/08 tornou-se obrigatória em relação ao ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em escolas públicas e particulares como um todo, abrangendo o ensino fundamental até o ensino médio. Nessa perspectiva, determinada escola pública municipal desenvolveu as propostas pedagógicas referentes ao ensino de história e cultura afro-brasileira, o professor de história tinha à disposição três horas/aula para o ensino de história, apenas uma aula era destinada ao ensino da cultura afro-brasileira. Este trabalho objetiva proporcionar a relevância de conhecer algumas práticas pedagógicas relacionadas à cultura afro-brasileira.

2. O ENSINO DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA NA DISCIPLINA DE HISTÓRIA

A implementação da lei que estabelece o ensino da cultura afro-brasileira nas aulas de história determina uma valiosa oportunidade de destacar os percursos históricos da população negra no Brasil, sendo um ganho para a sociedade.

O ensino da história e cultura afro-brasileira emana a importância da formação através dos debates inseridos nas variadas áreas da informação, nos componentes curriculares que discutem a história da África, indica práticas que contribuem para o desenvolvimento sociocultural e pessoal dos educandos através de uma estrutura epistemológica necessária ao processo formativo para os indivíduos identificarem suas origens, identidades como participantes sociais (Lira; Brettas, 2022).

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (2025) apresentou uma reflexão na semana em que completavam 22 anos da Lei 10.639/03 da qual originou a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira nas instituições públicas e privadas de Educação Básica, além disso, a LDB incluiu dois artigos: 26 e 79 que definem a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira em distintos componentes curriculares e o Dia Nacional da Consciência Negra (20 de Novembro) no calendário escolar para homenagear o grande líder Zumbi dos Palmares.

As instituições de ensino exercem várias funções dentro da temática história e cultura afro-brasileira com fundamental relevância, principalmente na socialização, na elaboração de questionamentos e transmissão da cultura voltada à população negra no Brasil como elementos essenciais na história do nosso país, o processo de desenvolvimento da disciplina não enraizou porque existem lacunas no acesso às formações continuadas docentes, a ausência de conhecimentos e valorização das propostas de ensino (Moura et al., 2021).

Segundo Bugarim, et. al, (2020) os espaços escolares podem evidenciar as desigualdades em relação à etnia através dos conhecimentos disseminados acerca da cultura, do preconceito racial, nesses espaços qualquer forma de discriminação deve ser superada, com as mudanças no currículo escolar, no estudo, na valorização da cultura africana e indígena, inclusive a trajetória negra no Brasil, a história da miscigenação, as importantes contribuições dos africanos e seus descendentes na construção do país, bem como da sociedade. Além disso, os docentes precisam conhecer sobre a história da população negra para identificar o legado constituído que se apresenta através das artes, literatura, culinária, música, entre outros que fomentam a identidade brasileira.

 

3. PRÁTICAS PEDAGÓGICAS RELACIONADAS AO ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA

A história da população negra no Brasil foi marcada pela escravização que durou mais de trezentos anos deixando raízes sólidas que causaram grandes cicatrizes na sociedade brasileira e na contemporaneidade, a exemplo disso, existe o racismo estrutural entre outras heranças refletidas na desigualdade racial, nas discriminações e na ausência da justiça social. Segundo Muller (2022) O período em que a escravidão esteve em vigor, compreendeu um aprimoramento e expansão do capitalismo, bem como do Estado liberal que originou o racismo científico — capaz de perpetuar as nuances de dominação, sob uma cobertura da ciência.

Atualmente as legislações brasileiras buscam atenuar as consequências da escravização, além de serem resultados das lutas e resistências ao longo da história. Inicialmente, surgiram leis abolicionistas, na atualidade disponibilizam-se normativas e políticas públicas voltadas ao combate à discriminação racial, incluem a Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010), Políticas de Ação Afirmativas, etc. (Silva, 2024; Brasil, 2013).

A Lei 10.639/03 que apresenta a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana oportunizou a validação e o apreço às diversidades ético-raciais dos educandos a partir do reconhecimento da riqueza do povo brasileiro, a escola exerce um papel determinante para propor momentos de discussões e práticas afirmativas na Educação Básica como um todo (Berutti; Lisboa; Santos, 2012).

Existem alguns desafios enfrentados pelos professores que requerem atenção e soluções como a dificuldade de refletir a Pluralidade Cultural, incluem os conflitos que coexistem na tentativa de expandir saberes sobre diversidade cultural e ausência de formação continuada docente, as quais auxiliam no desenvolvimento do trabalho sobre a África e cultura afrodescendente, além disso, segundo os autores, há inconstância na aplicação dos conteúdos, nos debates sobre o protagonismo dos educandos, restrições no acesso aos materiais didáticos e acervos bibliográficos referentes às temáticas em questão (Moura, et al. , 2021).

A teoria se distancia da prática quando o ensino não abrange a aprendizagem plural, isso é perceptível nos planos de aula que não trazem abordagens consistentes relacionadas à literatura afro-brasileira, exige-se na atualidade, uma discussão acerca da prática docente que deve ampliar os espaços de debate, oferecendo expressão aos negros e oportunidades na sociedade (Santis, et.al., 2022).

Nascimento; Silva; Scolabrin (2020) expressam a necessidade de impulsionar a concepção ontológica que estava imbuída de saberes que foram negados à população negra brasileira e às minorias, resultando em variadas manifestações de racismo na ação violenta que afeta a cultura afrodescendente, a imposição dos costumes europeus entre outras implicações, como a revisão do currículo escolar através da inserção de metodologias que centralize o ensino de história e cultura afro-brasileira, para transformar positivamente as práticas pedagógicas direcionadas ao desenvolvimento pleno dos indivíduos.

O racismo estrutural e o racismo institucional aparecem no desenvolvimento do ensino quando a abordagem histórica é definida sob a perspectiva do eurocentrismo em um país que ainda nega aspectos da cultura afro-brasileira, nesse contexto, o "ensino decolonial" torna-se imperativo para resgatar a valorização dos conhecimentos derivados da África nos espaços de aprendizagem que devem evidenciar os subsídios epistemológicos dos negros (Santis, et.al., 2022).

 

4. METODOLOGIA

A pesquisa iniciou com o levantamento bibliográfico das fontes norteadoras da investigação, em seguida aplicou-se um projeto que possibilitou a construção deste relato de experiência docente com abordagem qualitativa para melhor descrever o processo de desenvolvimento de atividades pertinentes. Utilizou-se durante o percurso metodológico um levantamento bibliográfico. Segundo Rodrigues (2006) a pesquisa bibliográfica está pautada na responsabilidade através da organização e investigação com a possibilidade de construir múltiplos conhecimentos. O relato de experiência pode descrever as vivências do pesquisador, constituir explicações acerca de problemáticas, combinando uma diversidade de caracteres relacionados aos espaços, indivíduos, atitudes e territórios (Daltro; Faria, 2019).

Os instrumentos elaborados nesse contexto foram construídos por uma professora que lecionava a disciplina história e realizou a observação do desempenho dos educandos acerca processo da participação nas atividades voltadas ao ensino da cultura afro-brasileira e africana. Inicialmente, houve o levantamento bibliográfico em sites, livros, revistas e artigos científicos. A participação de uma das autoras está fundada na atuação em aulas de história entre 2018 a 2020, bem como na elaboração de um projeto que visava discutir variados temas pertinentes à cultura afro-brasileira e africana. A coleta de dados aconteceu a partir da experiência de uma docente em determinada escola pública municipal, na qual os participantes caracterizavam como alunos que frequentavam turmas do 6º ao 9º ano — Ensino Fundamental II do turno vespertino e participaram de um projeto titulado: "Valorizando a cultura afro-brasileira".

Segundo Rodrigues (2006, p.19), a metodologia refere-se às maneiras de produzir ciência, depositando dedicação aos procedimentos, instrumentos e percursos. Além disso, a ciência objetiva criar caminhos que cuidem da realidade em termos de teoria e prática.

 

4. 1 Área de Estudo

A escola pública municipal está localizada no Alto Sertão alagoano. É uma instituição de médio porte, inserida em área periférica, possui excelente infraestrutura. Além disso, em 2017 (ano da realização desta experiência) estavam matriculados aproximadamente seiscentos alunos distribuídos em dois turnos, matutino e vespertino.

A pesquisa foi realizada no município de Delmiro Gouveia, segundo o IBGE (2024) apresenta uma área total de 628,547 Km2 em 2024 com população estimada de 52.318 pessoas (2022), a densidade demográfica refere-se a 81,65 hab/Km2, a escolarização da população com faixa etária de 6 a 14 anos de idade tinha em 2022, tinha um percentual de 98,45% e o IDHM (índice de desenvolvimento humano municipal) era de 0,612 no último censo (2010). Os municípios de Pariconha, Olho D’Água do Casado e Água Branca são vizinhos de Delmiro Gouveia que está situado a 26 Km a Norte-leste de Paulo Afonso-BA. Altitude a 242 metros, coordenadas geográficas: latitude: 9º 23º’ 11º’’, longitude: 37º 59’ 48" Oeste (Delmiro Gouveia - Cidade Brasil, 2020).

Figura 1. Mapa de Localização de Delmiro Gouveia – Alagoas.

 

                       Fonte: IBGE, 2020.

 

5.  RESULTADOS E DISCUSSÕES

A pesquisa iniciou com o desenvolvimento da revisão de literatura onde encontraram na base de dados Google acadêmico 2580 artigos em 2025 sobre o tema, no Scielo (Scientific Electronic Library Online) apenas 2 artigos e no portal de periódicos da CAPES foram 22 itens. Observou-se o desempenho dos alunos das turmas de 6º ao 9º ano do ensino fundamental no contexto do componente curricular história. Foram identificas as experiências, as dificuldades e resultados produzidos.

Aplicou-se o projeto titulado: "Valorizando a Cultura Afro-brasileira" que consistiu em uma relevante etapa da coleta de dados, que será detalhado através do roteiro de atividade disposto a seguir, teve como objetivo geral resgatar através de atividades artísticas, lúdicas e científicas alguns aspectos da cultura afro-brasileira. Os objetivos específicos estão dispostos abaixo:

·       Desenvolver pesquisas sobre as principais manifestações culturais afro-brasileiras;

·       Identificar as experiências docentes sobre a temática;

·       Apresentar exposições e atividades artísticas para valorizar os patrimônios materiais e imateriais dos negros como legado constituído ao longo da história do Brasil;

·       Reconhecer a importância dos africanos na construção do país.

O quadro 1 evidencia as atividades que foram desenvolvidas pela professora de história com apoio dos professores das diferentes áreas do conhecimento de maneira interdisciplinar, com intuito de sensibilizar, valorizar os variados aspectos da cultura afro-brasileira, destacando a participação dos educandos, o empenho no processo de construção de saberes, o despertar do interesse e a criatividade aflorada em cada atitude de respeito às diferenças.

Quadro 1– Apresentação do roteiro de atividades desenvolvidas no projeto

Roteiro de Atividade do Projeto: Valorizando a Cultura Afro-brasileira

Temas a serem desenvolvidos

Atividades Propostas

 

 

SARAU LITERÁRIO DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA

Dramatização sobre a história do negro no Brasil;

Recital de poemas – O Navio Negreiro do poeta Castro Alves;

Poemas sobre preconceito e racismo;

Paródias com temáticas relacionadas.

 

CULINÁRIA AFRO-BRASILEIRA E CONHECIMENTO POPULAR

Exposição de receitas originárias dos povos africanos;

Exposições de objetos tradicionais/Artesanato

Religiosidade de matrizes africanas;

Medicina popular.

 

 

 

 

HISTÓRIA E NEGRITUDE

 

Desfile com a escolha de representantes de cada turma do sexo masculino e feminino;

Exposições de fotos sobre a escravidão negra no Brasil;

Exposições de fotos acerca da resistência negra: Fotos dos quilombos atuais certificados pela Fundação Cultural Palmares e o Quilombo dos Palmares;

Explanações feitas por alunos de todas as turmas.

 

 

 

 

CONTOS E ENCONTROS DA CULTURA AFRICANA

 

Teatro de fantoches com contos infantis e os contos africanos;

Contação de Histórias: sala com o chão coberto por lençóis, almofadas, bonecas, pelúcias e objetos compondo o ambiente infantil.

Dramatizações

Mímicas

Leitura de livros com contos infantis sobre a temática.

 

 

ARTE E ARTISTAS AFRO-BRASILEIROS

 

Pintura e colagens;

Arte com papel machê;

Exposições de fotos dos negros ilustres, manifestações culturais, etc.

Desenhos artísticos;

Música ambiente africana.

Fonte: Elaborado pela autora, 2020.

 

O quadro acima apresenta atividades realizadas dentro de um projeto na semana da Consciência Negra, composto por variadas propostas, em sua maioria, com aspectos lúdicos e participativos. O sarau literário da cultura afro-brasileira foi elaborado para oportunizar aos educandos o acesso à literatura negra existente. Os talentos foram evidenciados através de apresentações artísticas e literárias. A apresentação dos autores negros e seus escritos consistiram em importantes instrumentos de incentivo à leitura e escrita, valorizando potencial criativo, bem como o protagonismo negro. Os educandos apresentaram dificuldade em algumas etapas do processo de pesquisa de textos e impressão por falta de computadores em suas residências, mas a escola contribuiu nesse sentido. Os textos despertaram o interesse, a curiosidade e o estímulo à leitura, inclusive ampliou o repertório de informações sobre os escritores negros e resultou no aumento de visitas à biblioteca para aquisição de livros.

O tema "culinária afro-brasileira e conhecimento popular" surgiu através da necessidade de identificação da herança deixada pelos africanos e seus descendentes, além disso, trouxe uma investida abrangente acerca da arte culinária identificada na dieta alimentar dos brasileiros, enraizada pela cultura dos africanos e seus descendentes, além de exposições do artesanato, da religiosidade e da medicina popular baseadas nas tradições afrodescendentes no Brasil. Os alunos formaram pequenos grupos e prepararam as comidas, não apresentaram muita dificuldade porque algumas mães supervisionaram o processo. A variedade de saberes provenientes da cultura negra despertou fascínio ao apreciar a história de determinados ingredientes que provocou uma motivação voltada à investigação e valorização dos conhecimentos transmitidos entre gerações. 

A discussão acerca do tema "História e Negritude" foi pensada para compartilhar mais conhecimentos concretos sobre os fatos históricos que envolveram a escravização dos africanos no país, a resistência negra através de exposições de fotos, explanações e desfile. Os alunos apresentaram segurança e aprendizagem como resultados de muito desempenho durante as aulas de história. Nesse contexto, os alunos detinham restritas informações contidas no livro didático, sendo necessária a pesquisa em outras fontes, porém os discentes precisaram ir à Lan House, bibliotecas e pedir emprestados livros ou revistas, sendo a expressão do enorme desemprenho.

            A temática "Contos e Encontros da Cultura Africana" objetivou destacar a produção literária para o público infantil através das variadas dinâmicas de contação de história. Este stand foi desenvolvido pelos alunos dos 9º anos do ensino Fundamental II, os quais pesquisaram os contos africanos e infantis que debatiam as questões negras. Os educandos confeccionaram cenários, fantoches, teatros, figurinos e apresentações destinadas às crianças do Fundamental I, oportunizando momentos artísticos e lúdicos.

As crianças foram recebidas em uma sala ornamentada com lençóis, cortinas, teatros de fantoches, bichos de pelúcia, etc, para apreciarem momentos de aconchego, reflexão sobre a cultura africana, além da beleza existente nos contos. Percebeu-se muito entusiasmo, interação e troca de conhecimentos entre os sujeitos. Os principais desafios enfrentados pelos alunos que realizaram a proposta eram em relação à timidez e ao tempo disponível para os ensaios, porém ao término das atividades demostraram satisfação e curiosidade acerca das histórias africanas.

O tema "Arte e Artistas Afro-brasileiros" realizou-se a partir da necessidade em  potencializar os talentos dos educandos, proporcionar o conhecimento sobre as diversa obras artísticas de autoria afrodescendente. Desenvolveu-se com a participação dos alunos em sala de aula, através de desenhos e pinturas, cujas telas foram produzidas com papelão, papel sulfite e o uso de variadas tintas. Confeccionaram máscaras de papel machê (mistura de cola e papel/jornal), pesquisaram imagens em sites referentes aos negros ilustres para debater sobre representatividade. Realizaram uma exposição das principais manifestações culturais afro-brasileiras, além disso, apreciaram músicas africanas instrumentais para identificar a sonoridade utilizada na composição. Nessa perspectiva, os educandos perceberem suas habilidades artísticas e imensurável prazer durante as aulas práticas, aprenderam sobre a arte africana, os detalhes relacionados aos costumes étnicos e através de pesquisas, aprenderam determinadas técnicas. Muitos alunos tiveram facilidade ao longo das produções, mas quem apresentou dificuldade recebeu orientação docente.

As atividades supracitadas instigaram a participação dos alunos, oportunizando vivências propostas pelo ensino de história e cultura afro-brasileira, mas existe imenso arcabouço de conhecimentos constituídos historicamente e as metodologias podem ser criadas pelo educador, mas existe vasto acervo para refletir e aplicar em sala de aula.

 

5. 1 Alguns registros da Prática da Cultura Afro-brasileira

O professor de história teve um papel importante na elaboração do projeto, no desenvolvimento das variadas atividades durante o ano letivo a partir da proposta curricular do ensino de história e cultura afro-brasileira.

Porém, para o desenvolvimento do projeto, houve a contribuição dos docentes de outras áreas do conhecimento para organização dos stands. Durante as aulas de história e utilizava mais informações em fontes complementares. Porém, é urgente a necessidade de ampliação do acesso aos conhecimentos, a escola não pode tratar a cultura afro-brasileira como insignificante, pois muitas temáticas precisam ser assimiladas contr­a a exclusão e o racismo.  

                     Figura 1– Exposição de fotos sobre literatura relacionada à cultura afro-brasileira

 

                Foto: autoria própria, 2017.

 

A figura 1 apresenta uma exposição com a participação de educandos do 7º ano com o tema: sarau literário da cultura afro-brasileira. Fizeram divulgação de fotos das principais obras literárias que revelavam a história do africano no Brasil, mostrou muitos artistas, bem como a obra literária clássica: "O Navio Negreiro de Castro Alves", incluindo poetas negros, suas poesias, narrativas e textos que refletiam acerca das questões étnico-raciais. Além disso, destacaram-se as dramatizações voltadas à história da exploração sofrida pelos negros ao longo da trajetória de escravização no Brasil, a realidade dos afrodescendentes após a Lei Áurea. A arte de representar está exposta na figura 2 que estabeleceu uma releitura dos fatos e a violência afligida no período colonial. O texto foi elaborado coletivamente a partir dos conteúdos explanados em sala de aula e os educandos demonstraram dedicação, aprendizado nas atividades de leitura, interpretação artística, elaboraram figurinos, cenários etc.

                                Figura 2 – Dramatização sobre a temática Escravização no Brasil

 

                   Fonte: autoria Própria, 2017.

 

A educação promove articulações que contribuem para formação de perspectiva de ensino baseada na pluralidade cultural, promovendo um espaço ontológico de respeito às especificidades dos indivíduos, legitimando os aspectos identitários do povo negro no Brasil, a arte exerce um importante contributo para o desenvolvimento cultural estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/96, Art.26), por apresentar conteúdos acerca da cultura afrodescendente (Guimarães, 2020).

Na figura 3, os estudantes do 6º ano usaram figurinos caracterizados para apresentar as comidas típicas da cultura africana e afrodescendentes que são utilizadas na culinária brasileira, além disso, fizeram a exposição oral de receitas com explicações relacionadas aos modos de preparar os alimentos tradicionais e distribuíram blocos de papel contendo receitas. Além disso, houve uma mostra das ervas medicinais da cultura afro-brasileira com o valor medicinal atribuído a partir dos saberes populares.

 

                   Figura 3 – Culinária Afro-brasileira e Conhecimento popular

 

                   Fonte: autoria própria, 2017.

 

No Brasil a arte afro-brasileira resultou da junção entre as variada manifestações culturais que estão presentes nos ritmos musicais, nas danças, folguedos, literatura e na pluralidade, porém nas instituições de ensino essas premissas são imprescindíveis para construção do currículo, levando ao reconhecimento da diversidade cultural dentro da luta antirracista promotora de justiça social (Duarte; Paulino, 2025).

A figura 4 mostra uma exposição do painel de Zumbi dos Palmares representando a luta pela liberdade, uma bandeira defendida atualmente pelos direitos humanos que protegem essa causa. "A liberdade da pessoa diz respeito ao direito de permanecer livre de confinamento corporal. O Estado deve respeitar esse direito, não intervindo arbitrariamente na liberdade e deixando de praticar atos violentos (Brasil, 2013, p.13)."

Os docentes colaboraram com a elaboração de um espaço centralizado para expor objetos confeccionados com argila e fibras, encontradas em comunidades remanescentes quilombolas. O mural abaixo evidencia a imagem de Zumbi dos Palmares, grande líder do quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga em União dos Palmares.

                                 Figura 4 – História e Negritude

 

                     Fonte: autoria própria, 2017.

 

Segundo Oliveira (2017) o quilombo dos Palmares formou-se através da resiliência e luta nos períodos entre 1597 e 1695, localizado na Serra da Barriga — um refúgio de estimativamente 20 mil negros que ansiavam por liberdade, marcado por conflitos históricos, heroísmo, simbolizou a identidade étnica, foi o maior quilombo existente na América Latina caracterizando-se como espaço de resistência.

A figura 5 expressa uma das turmas de 9º ano que desenvolveu trabalhos artísticos, especificamente com artes plásticas retratando indivíduos negros. Reproduziram desenhos e pinturas que evidenciavam espaços, pessoas e objetos para valorização da arte afro-brasileira. Além disso, realizaram pesquisas para fundamentar o processo de construção das obras de arte, planejaram e organizaram materiais necessários à confecção de quadros.

 

         Figura 5 – Arte e Artistas Afro-brasileiros

 

 

 

 

 

        

         Fonte: autoria própria, 2017. 

 

A figura 6 apresenta a participação dos alunos matriculados na EJA (Educação de Jovens e Adultos) relacionados ao Atendimento Educacional Especializado (AEE). Estiveram presentes no desfile e na apresentação da capoeira historicamente consistiu em defesa utilizada pelos escravizados em meados do século XVI. O desenvolvimento das apresentações desse grupo possibilitou a concretização de pilares que estabelecem a inclusão de pessoas com deficiência no espaço escolar.

Na educação, a capoeira simboliza a riqueza cultural dos afrodescendentes, proporcionando subsídios para construção da autoestima dos alunos de qualquer etnia, principalmente as crianças de descendência africana através de experiências que podem mudar a forma de pensar e protagonizar sua trajetória histórica (Breda, 2010).

                  Figura 6: Capoeira apresentada pelos alunos da EJA

 

                 Fonte: autoria própria, 2017.

 

A figura 7 expõe a apresentação de um agrupo convidado pela gestão da escola para falar sobre as religiões de matriz africana no Brasil. Alguns alunos se caracterizaram e fizeram parte da roda de Candomblé, com cantos, movimentos e ritmos musicais específicos.  Nessa perspectiva, as religiões de matriz africana são formadas por um conjunto de crenças, práticas vivenciadas pelos povos africanos e seus descendentes.

                     Figura 7: Religiões de matriz Africana

 

                      Fonte: autoria própria, 2017.

 

As instituições de ensino são espaços de debate sobre conhecimentos diversos acerca das religiões, construindo uma relação de respeito às especificidades dos alunos, suas opiniões e escolhas. Nesse contexto, segundo Silva; Martins (2022, p. 4) "podemos entender que a educação pública pode ser apontada como um dos domínios de produção ou realização de uma prática laica, porém, pode também se apresentar como reprodutora de desigualdades e de práticas proselitistas".

 

6. CONCLUSÃO

            Em síntese, o relato de experiência confirmou a importância das atividades práticas, pois ampliou significados, criou possibilidade de concretização dos ensinamentos/teorias para a valorização do protagonismo discente, gerando impactos positivos através dos conhecimentos assimilados.

Além disso, o resultado relevante foi transformar o ambiente escolar em espaço de escuta ativa, com reflexões, debates, onde a educação voltada às relações étnico-raciais pode acontecer em espaços distintos da sala de aula, não restrita ao livro didático, mas reafirmar que o aluno é aprendiz, apresentar uma identidade, está imerso pela cultura e identidade.

Nessa perspectiva, observou-se que a escola em relato tinha compromisso com o ensino de história e cultura afro-brasileira, através do desenvolvimento de atividades que abordavam temáticas pertinentes, apresentou apoio à participação dos educandos no processo de construção de saberes históricos, sociais e comportamentais que relutavam contra os resultados da exploração negra no Brasil. A exposição realizada no projeto demonstrou que os alunos possuem diferentes percepções, talentos, combinam cores e formas. Os professores apresentaram interesse, disposição para concretização das propostas constituídas na escola sobre a temática.

 Os principais desafios estão relacionados ao processo de inserção dos conteúdos, das metodologias e ações no currículo escolar pautadas em objetivos claros de propostas alcançáveis. A falta de materiais didáticos e formação continuada docente representavam entraves na concretização das normativas existentes.

Nessa perspectiva, o reconhecimento da relevância que a cultura afrodescendente é notória, precisa ser trabalhada de forma interdisciplinar, com intuito de definir competências que combatam o racismo estrutural, evidenciando a imagem do negro como protagonista histórico, intelectual e participante na produção de saberes tecnológicos.

Os alunos demonstraram interesse, impulso investigativo sobre a temática em debate, interação social durante as atividades práticas, além disso, perceberam a importância de valorizar a história do povo negro, suas contribuições à sociedade brasileira e a necessidade de eliminar o preconceito, bem como o racismo discriminatório.

A execução das atividades escolares relacionadas ao ensino da cultura afro-brasileira e africana ampliou o acesso ao conhecimento sobre temáticas que retratam a trajetória dos africanos e seus descendentes no Brasil e África, as consequências da escravização no país como pobreza, marginalização, violência, exclusão social, etc. Além disso, instalou o respeito mútuo entre os discentes, com suas especificidades étnicas, estabeleceu o reconhecimento da pluralidade cultural e oportunizou um espaço de debate livre, consciente e coletivo tornando a escola democrática promotora de aprendizados e inclusão.

O trabalho desenvolvido nas aulas de cultura afro-brasileira e africana possibilitou o desenvolvimento do pensamento crítico entre os educandos, expandindo a percepção acerca dos comportamentos racistas, os direitos e formas de reivindicar a concretização das leis necessárias. Os principais desafios estavam atrelados à ampliação do acesso aos conteúdos consistentes, metodologias dinâmicas no cotidiano escolar e maior inserção do ensino de história e cultura afro-brasileira e africana, priorizando o legado deixado pelos antepassados.

 

 

 

 

 

Abstract

ABSTRACT
This article presents a case study on the teaching of Afro-Brazilian history and culture, focusing on pedagogical practices that address this subject in a K-12 school, specifically regarding the implementation of Law 10.639/2003, which mandates the teaching of Afro-Brazilian history and culture in elementary and secondary schools. In addition, the article includes records of dynamic activities that engage students in reflecting on history, its transformations, enduring aspects, and current debates. The objective is to highlight the importance of understanding certain pedagogical practices related to Afro-Brazilian culture. The methodology presents an experience report developed by the history teacher and a bibliographic survey based on a qualitative approach, discussing the main stages of developing a project related to Black Awareness Day. The results and discussions highlight the study’s main theoretical perspectives, featuring images of the recorded cultural events, including the activities carried out by the students. The educational institution is a democratic space for confronting racial discrimination, crucial for deconstructing stereotypes, stigmas, as well as the

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