Metadados do trabalho

Corpohomólogo E Corpo Vibrátil: Zonas De Coemergência No Contato Improvisação

Ana Carolina Frinhani; Jonas Karlos de Souza Feitoza

O artigo investiga o Contato Improvisação (CI), dança criada por Steve Paxton em 1972, compreendendo-a como prática processual, relacional e investigativa. Diferente do que acontece em processos de composição em danças tradicionalistas, o CI privilegia a experiência em tempo real e o gesto emergente no encontro entre corpos. A partir dos conceitos de corpo vibrátil (Rolnik, 1989-2000) e corpohomólogo (Feitoza, 2011), discute-se como essa prática produz um corpo em devir, sensível às microafetações e à co-presença. O gesto, mais que uma ação funcional, é entendido como acontecimento virtual que ultrapassa a materialidade do movimento (Gil, 2004). Propõe-se, assim, uma homologia gestual em que o CI opera como campo intensivo de vibrações e coconduções, onde ação e gesto se co-emergem em cooperação. O CI revela-se, portanto, como um laboratório de movimento e pensamento coletivo que dissolve identidades fixas e instaura um corpo-meio, corpo-entre, em permanente criação.

Palavras‑chave: Contato Improvisação; Corpo Vibrátil; Corpohomólogo.  |  DOI: 10.29380/2026.E12.1345

Como citar este trabalho

FRINHANI, Ana Carolina; FEITOZA, Jonas Karlos de Souza. Corpohomólogo e Corpo Vibrátil: zonas de coemergência no Contato Improvisação. Anais do Colóquio Internacional Educação e Contemporaneidade, 2026 . ISSN: 1982-3657. DOI: https://doi.org/10.29380/2026.E12.1345. Disponível em: https://www.coloquioeducon.com/hub/anais/1345-corpohom-ologo-e-corpo-vibr-atil-zonas-de-coemerg-encia-no-contato-improvisac-ao/. Acesso em: 1 maio 2026.

Sumário

Corpohomólogo e Corpo Vibrátil: zonas de coemergência no Contato Improvisação

Palavras-chave

Contato Improvisação; Corpo Vibrátil; Corpohomólogo.

Autores

Abstract

This article investigates Contact Improvisation (CI), a dance form created by Steve Paxton in 1972, understanding it as a procedural, relational, and investigative practice. Unlike compositional processes in traditional dances, CI prioritizes real-time experience and emergent gesture in the encounter between bodies. Based on the concepts of vibratile body (Rolnik, 1989-2000) and homologous body (Feitoza, 2011), it discusses how this practice produces a body in becoming, sensitive to micro-affectations and co-presence. Gesture, more than a functional action, is understood as a virtual event that transcends the materiality of movement (Gil, 2004). Thus, a gestural homology is proposed in which CI operates as an intensive field of vibrations and co-conductions, where action and gesture co-emerge in cooperation. The CI thus reveals itself as a laboratory of movement and collective thought that dissolves fixed identities and establishes a body-as-environment, a body-in-between, in permanent creation.

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