Metadados do trabalho

Entre O Imposto E O Vivido: Gênero, Educação E Afeto Nas Fronteiras Da Cultura

Larissa Edite de Magalhães Porto Cruz; Cristiana Kaipper Dias; Giuseppina Marsico

A construção do gênero ainda é mediada por normas cisheteronormativas que prescrevem comportamentos, afetos e modos de existir com base na genitália atribuída ao nascimento. Sustentado pela matriz da inteligibilidade do gênero (Butler, 2004), esse cenário restringe o reconhecimento de identidades que não se percebem no gênero imposto compulsoriamente, gerando exclusão e sofrimento. O estudo discute a importância de que espaços educacionais, em diálogo com a família, promovam o acolhimento e a desconstrução de discursos cisheteronormativos sobre gênero e sexualidade. A reflexão fundamenta-se na Teoria da Performatividade de Butler (2003) e na Psicologia Cultural Semiótica de Valsiner (2014), com destaque ao conceito de Fronteiras Semióticas (Marsico & Valsiner, 2017). Trata-se de uma análise teórica que integra contribuições da psicologia e dos estudos de gênero. Espera-se contribuir para repensar a escola e a família como dispositivos ético-políticos de enfrentamento à LGBTfobia, ampliando espaços de reconhecimento e pertencimento.

Palavras‑chave: Fronteiras Semióticas; Performatividade; Gênero e Sexualidade  |  DOI: 10.29380/2026.E07.1284

Como citar este trabalho

CRUZ, Larissa Edite de Magalhães Porto; DIAS, Cristiana Kaipper; MARSICO, Giuseppina. Entre o Imposto e o Vivido: Gênero, Educação e Afeto nas Fronteiras da Cultura. Anais do Colóquio Internacional Educação e Contemporaneidade, 2026 . ISSN: 1982-3657. DOI: https://doi.org/10.29380/2026.E07.1284. Disponível em: https://www.coloquioeducon.com/hub/anais/1284-entre-o-imposto-e-o-vivido-g-enero-educac-ao-e-afeto-nas-fronteiras-da-cultura/. Acesso em: 29 abr. 2026.

Sumário

Entre o Imposto e o Vivido: Gênero, Educação e Afeto nas Fronteiras da Cultura

Palavras-chave

Fronteiras Semióticas; Performatividade; Gênero e Sexualidade

Autores

  • Larissa Edite de Magalhães Porto Cruz
  • Cristiana Kaipper Dias
  • Giuseppina Marsico

Abstract

The construction of gender is still mediated by cisheteronormative norms that prescribe behaviors, affections, and ways of existing based on the genitals assigned at birth. Sustained by the matrix of gender intelligibility (Butler, 2004), this scenario restricts the recognition of identities that do not perceive themselves within the compulsorily imposed gender, generating exclusion and suffering. The study discusses the importance of educational spaces, in dialog with the family, promoting the acceptance and deconstruction of cisheteronormative discourses on gender and sexuality. The reflection is based on Butler's (2003) Theory of Performativity and Valsiner's (2014) Cultural Semiotic Psychology, with an emphasis on the concept of Semiotic Borders (Marsico & Valsiner, 2017). It is a theoretical analysis that integrates contributions from psychology and gender studies. It is expected to contribute to rethinking the school and the family as ethical-political devices to confront LGBTphobia, expanding spaces of recognition and belonging.

Butler, Judith (2004) Precarious life: the powers of mourning and violence. New York: Verso.

Butler, Judith (2003). Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Marsico, G., Valsiner, J. (2017). Making History: Apprehending future while reconstructing the past. In R. Säljö, P. Linell & Å. Mäkitalo, (Eds.) Memory practices and learning: Experiential, institutional, and sociocultural perspectives, (pp. 355-372), Charlotte, N.C. USA: Information Age Publishing.

 

Valsiner, J. (2014). An invitation to cultural psychology. London: Sage.

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