Metadados do trabalho

Filosofia E Educação: A Relação Com O Saber Em Tempos De Racionalidade Técnica.

Gabriel Jorge

O trabalho discute o ensino de Filosofia como dispositivo de formação integral que mobiliza a relação dos sujeitos com o saber, articulando dimensões epistêmicas, éticas e políticas. A partir de um resgate do ideal de Paideia e de contribuições contemporâneas, às luzes da pedagogia crítica, argumenta-se que a Filosofia, quando vivida como problematização, diálogo e parresía, desloca a escola do tecnicismo e da massificação para práticas que suscitam autoria, julgamento e argumentação. Analisa-se a tensão entre a promessa de autonomia e as demandas de controle na cultura escolar, indicando que a prática filosófica sustenta processos de subjetivação críticos diante do neoliberalismo educacional e da superficialidade cognitiva associada às mídias digitais. Propõe-se, assim, compreender a aula de Filosofia como experiência de linguagem e de distanciamento reflexivo que reorienta a relação com o saber: do consumo de conteúdos à produção de sentidos, do conformismo à emancipação. Conclui-se que tal prática fortalece a consciência crítica, o cuidado de si e a participação democrática, tornando a Filosofia componente indispensável os modos de aprender na escola contemporânea.

Palavras‑chave: Filosofia; Relação com o saber; Formação integral  |  DOI: 10.29380/2026.E09.1157

Como citar este trabalho

JORGE, Gabriel. Filosofia e educação: a relação com o saber em tempos de racionalidade técnica.. Anais do Colóquio Internacional Educação e Contemporaneidade, 2026 . ISSN: 1982-3657. DOI: https://doi.org/10.29380/2026.E09.1157. Disponível em: https://www.coloquioeducon.com/hub/anais/1157-filosofia-e-educac-ao-a-relac-ao-com-o-saber-em-tempos-de-racionalidade-t-ecnica/. Acesso em: 1 maio 2026.

Sumário

Filosofia e educação: a relação com o saber em tempos de racionalidade técnica.

Palavras-chave

Filosofia; Relação com o saber; Formação integral

Autores

Abstract

The paper discusses the teaching of Philosophy as a device for integral formation that mobilizes students’ relationship with knowledge, articulating epistemic, ethical, and political dimensions. Drawing on a recovery of the ideal of Paideia and contemporary contributions in the light of critical pedagogy, it argues that Philosophy, when lived as problematization, dialogue, and parrhesia, shifts schooling away from technicism and massification toward practices that elicit authorship, judgment, and argumentation. It analyzes the tension between the promise of autonomy and the demands of control within school culture, indicating that philosophical practice sustains critical processes of subjectivation in the face of educational neoliberalism and the cognitive superficiality associated with digital media. Thus, the Philosophy classroom is proposed as an experience of language and reflective distancing that reorients the relationship with knowledge: from content consumption to the production of meaning, from conformism to emancipation. It concludes that such practice strengthens critical awareness, care of the self, and democratic participation, making Philosophy indispensable.

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