Metadados do trabalho

O Impacto Cognitivo Da Dependência Patológica Digital Em Adolescentes

Douglas Amorim de Morais; Késsia Mileny de Paulo Moura

O presente estudo resulta de uma investigação de mestrado em andamento no Programa de Pós-Graduação em Educação e Práticas Educativas (PPGEPE/UFMA) e busca investigar a relação entre o uso excessivo das tecnologias digitais e suas implicações nas estruturas cerebrais responsáveis pelo processamento cognitivo. Parte-se da compreensão de que é durante a adolescência que o cérebro se desenvolve, período em que os jovens mais utilizam telas. As tecnologias digitais estão cada vez mais presentes no cotidiano e são consumidas de forma irrestrita, principalmente por crianças e adolescentes. Assim, o uso excessivo pode afetar o comportamento, os padrões de pensamento e as habilidades cognitivas. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico, com base em referenciais teóricos nacionais e internacionais. Destaca-se a relevância do estudo diante da vulnerabilidade dos adolescentes, considerando que o córtex pré-frontal, responsável pelas funções executivas, ainda está em processo de amadurecimento.

Palavras‑chave: Cognição; Adolescentes; Dependência Patológica  |  DOI: 10.21723/riaee.v18i00.17958

Como citar este trabalho

MORAIS, Douglas Amorim de; MOURA, Késsia Mileny de Paulo. O IMPACTO COGNITIVO DA DEPENDÊNCIA PATOLÓGICA DIGITAL EM ADOLESCENTES. Anais do Colóquio Internacional Educação e Contemporaneidade, 2026 . ISSN: 1982-3657. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17958. Disponível em: https://www.coloquioeducon.com/hub/anais/2136-o-impacto-cognitivo-da-depend-encia-patol-ogica-digital-em-adolescentes/. Acesso em: 29 abr. 2026.

O IMPACTO COGNITIVO DA DEPENDÊNCIA PATOLÓGICA DIGITAL EM ADOLESCENTES

Palavras-chave

Cognição; Adolescentes; Dependência Patológica

Autores

  • DOUGLAS AMORIM DE MORAIS
  • Késsia Mileny de Paulo Moura

1. Introdução
As tecnologias digitais se tornaram parte inevitável das nossas vidas.  Seu uso excessivo pode acarretar ou mesmo representar controle na maneira como usamos nosso tempo, manipulam em grande parte nossas decisões, determinam como devemos nos comportar e até como nos sentimos. Nos últimos anos, quase acompanhando a expansão das tecnologias digitais, foi possível observar que as crianças e adolescentes estão cada vez mais com acesso fácil e  irrestrito às tecnologias digitais, o que vem provocando uma série de problemas como depressão, ansiedade, solidão e alterações cerebrais, afetando diretamente as habilidades cognitivas.

Vale ressaltar que, embora o conceito de cognição seja variado, para Abreu (2018, p.104) cognição deve ser interpretada como produto de atividades mentais conscientes executadas por uma pessoa, por meio da qual as atividades de pensar, entender, aprender e recordar ocorrem como um todo no cérebro. Conforme afirma Kang (2024), é durante a adolescência que o cérebro se desenvolve, simultaneamente à fase que o adolescente passa longos períodos imerso nas telas. 

Vários estudos realizados nos últimos anos têm apontado que o uso excessivo das tecnologias digitais podem estar ligados a alterações nas estruturas cerebrais, que são responsáveis pelo processamento cognitivo. Segundo Greenfield (2021), o cérebro jovem (adolescente) ainda em desenvolvimento seria mais vulnerável à dependência das tecnologias digitais. Sendo assim, o cérebro ainda em desenvolvimento do adolescente é sensível às influências externas, nesse caso, as tecnologias digitais. Além disso, Abreu (2018), nos alerta que houveram mudanças expressivas nas funções de contemplação e de consolidação de memória. 

Um estudo publicado recentemente observou a partir de varreduras cerebrais que as crianças e adolescentes que passam muito tempo diante das telas têm uma redução da mielinização, promovendo menor capacidade de letramento e linguagem, já que a totalidade da função cognitiva depende da integridade da mielina no cérebro (Kang, 2024).  

Portanto, embora saibamos que a as tecnologias digitais podem ocupar um espaço saudável na vida dos adolescentes, o uso excessivo dessas tecnologias tem favorecido um tipo de processamento cognitivo rápido bastante distinto daquele mobilizado na leitura de um livro, que exige atenção prolongada, reflexão e maior aprofundamento. Somado a isso, as formas mais densas de processamento cognitivo tendem a se enfraquecer de maneira significativa, uma vez que deixam de ser suficientemente estimuladas em contextos marcados pela rapidez, fragmentação e estímulos constantes. Portanto, o uso excessivo pode promover menor capacidade crítica, redução das habilidades criativas e menor aprendizagem na resolução de problemas (Abreu, 2018). 

Considerando que grande parte do conteúdo digital é estruturada por meio de hiperlinks, notificações e informações fragmentadas, o processamento tende a ocorrer de forma rápida e superficial, o que pode reduzir a disposição para análises mais aprofundadas, contínuas e reflexivas dos conteúdos acessados. Portanto, o acesso rápido às informações online faz os adolescentes confiarem mais rapidamente na internet para obter conhecimento e lembrarem mais de onde buscar a informação do que da própria informação. 

Assim, para Henkel (2014), nossa cognição faz um menor esforço para processar e analisar em detalhes as informações encontradas. Portanto, usuários com dependência patológica digital perdem progressivamente a capacidade de realizar operações mentais mais profundas.

  1. Metodologia

A pesquisa tem abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico, buscando compreender o fenômeno tal como ele se apresenta. (GIL 2002; TRIVINOS, 1987; GAMBOA, 2013; FILHO, 2013). Conforme Gil (2002, p. 41), "a pesquisa exploratória é desenvolvida no sentido de proporcionar uma visão geral acerca de determinado fato." Sendo assim, a pesquisa exploratória de abordagem qualitativa pode oferecer contribuições significativas, possibilitando a investigação de questões complexas e promovendo compreensões mais aprofundadas e abrangentes do fenômeno em estudo. (LÖSCH, 2023, RAMBO, 2023; FERREIRA, 2023).

Por se tratar de uma pesquisa de caráter  bibliográfico, este trabalho foi elaborado a partir da leitura, análise e reflexão de obras teóricas pertinentes ao tema, reunindo contribuições de autores nacionais e internacionais (MARCONI, 2003; LAKATOS, 2003, p. 158). Dessa forma, a presente pesquisa contribui na identificação de novos caminhos de investigação e a ampliação do conhecimento sobre esse fenômeno, além de fornecer subsídios para futuras pesquisas. 

 

  1. Resultados e Discussão

As tecnologias digitais estão provocando mudanças em todos os aspectos de nossas vidas, inclusive, nas estruturas cerebrais responsáveis pelo processamento cognitivo. Carr (2011), afirma que, o uso excessivo das tecnologias digitais pode nos reduzir a meros decodificadores de informações, na medida em que favorece um processamento rápido e superficial dos conteúdos. Nesse contexto, a capacidade de estabelecer conexões mentais mais complexas, especialmente aquelas construídas quando estamos concentrados, tende a ser enfraquecida. 

Já Young & Abreu (2018), o uso excessivo de tecnologias podem afetar as funções executivas, funções essas relacionadas ao planejamento e raciocínio, inclusive acarretando em comportamentos impulsivos e a perda de controle sobre o uso normal das tecnologias. Sendo assim, esse processo pode promover impactos neurobiológicos, afetando a cognição dos adolescentes. 

Somado a isso, as pesquisas têm apontado que o uso excessivo das tecnologias digitais podem estar ligado a notas baixas, dificuldade de leitura, desatenção, falta de pensamento crítico, problemas sociais, além de problemas físicos como dor nas costas, fadiga visual, distúrbios por lesão repetitiva, alterações no sono e obesidade (Young; Abreu, 2018)

Conforme Kang (2024), mesmo quando o smartphone está desligado, a simples presença do aparelho no ambiente já é suficiente para reduzir a capacidade cognitiva dos adolescentes, interferindo na atenção, na concentração e no desempenho em tarefas que exigem maior esforço mental. Desmurget (2021) afirma que, quanto mais tempo crianças e adolescentes ficam expostos às telas, mais suas notas despencam, seguido de um colapso das capacidades de expressão verbal e de concentração. Além disso, o uso excessivo das tecnologias digitais pode desencadear problemas de saúde mental, comportamentais e neurológicos, como por exemplo, privação do sono, solidão, obesidade, depressão, sedentarismo, dentre outros.

Por fim, em virtude do uso excessivo de tecnologias digitais, crianças e adolescentes podem ter seu desenvolvimento físico comprometido. O movimento corporal está diretamente associado ao aumento da capacidade de aprendizagem, bem como à melhoria da atenção e do foco; assim, a sua ausência tende a impactar negativamente o processo de alfabetização e o desempenho acadêmico (Barrense-Dias, Berchtold, Akre & Surís, 2015).

 

       3.1 Processamento de informações

  Por estarem constantemente conectados e apesar de terem acesso a todos os tipos de informação, os adolescentes apresentam prejuízos na capacidade de aprenderem coisas novas, tendo em vista que seu processo de pensamento sobre algum assunto fica seriamente comprometido, já que não há a ancoragem cognitiva de tais informações. Conforme Henkel (2014) , só é possível reter conteúdo quando este for assimilado lentamente e quando este permite uma comparação com o conteúdo já armazenado. 

Para Abreu (2018), o uso excessivo das tecnologias digitais criou um tipo rápido de processamento cognitivo, em consequência as formas densas de processamento cognitivo como raciocínio analítico se deterioraram. 

É preciso destacar que grande parte do conteúdo digital é apresentada na forma de hiperlinks, com informações fragmentadas, o que torna menos frequente uma análise mais aprofundada. Além disso, a memória de longo prazo pode ser prejudicada, impactando a preservação e a recuperação posterior das informações.

 

      3.2 Atenção e Multitarefa

Outro aspecto que precisa ser destacado é a falta de atenção, devido ao uso excessivo das tecnologias digitais. Para Kang (2024), a atenção é a base de todas as nossas capacidades cognitivas, porém ao longo do tempo está acontecendo uma redução do tempo médio de atenção de 12 para 8 segundos. A constante falta de atenção resultante do uso excessivo das tecnologias digitais impede o pensamento profundo e criativo.

Diversos estudos (p. ex. C.-F. Yen, Chou, Liu, Yang, & Hu, 2014) apontam que crianças e adolescentes estão apresentando problemas de atenção, tendo em vista que nossos cérebros não conseguem realizar múltiplas tarefas ao mesmo tempo. (Sharma, 2014). Isso cria problemas em tarefas que exigem concentração como por exemplo ler um livro, que é uma atividade linear.

Kang (2024), nos alerta que aqueles que se dedicam à multitarefa, tornam-se cronicamente desatentos, comprometem a memória, perdendo assim a capacidade de se concentrar em uma tarefa de cada vez. Isso pode explicar os inúmeros erros cometidos por alguém que costuma executar várias coisas simultaneamente.

Exames realizados com ressonância magnética demonstram que o cérebro humano não executa múltiplas tarefas simultaneamente; na verdade, ele realiza uma atividade por vez, enquanto as demais ficam em espera, sendo processadas em sequência. Além disso, pesquisadores investigaram os impactos da multitarefa em sala de aula, considerando, uma aula de 20 minutos de duração. Foi constatado que a multitarefa com dispositivos eletrônicos, em comparação com fazer anotações com papel e caneta, levava a menor lembrança do material apresentado. Durante a pesquisa foi revelado que os alunos que não usaram tecnologia tiveram melhor desempenho do que aqueles que a usaram (Wood, 2012).

Os achados mostram que embora as tecnologias digitais sejam um meio de distribuição e acesso ao conhecimento, seu uso excessivo criou um tipo rápido de processamento cognitivo, marcado pelas trocas de atenção rápidas e não lineares, o comportamento de escanear, a leitura seletiva, a diminuição da retenção de informações (Abreu, 2018). Portanto, o desenvolvimento das habilidades necessárias para uma leitura mais profunda como raciocínio inferencial, reflexão e análise crítica pode não se desenvolver, tendo em vista que essas habilidades não são inatas, mas desenvolvidas ao longo do tempo.

Para Wolf (2019), a grande tentação é se retirar para depósitos conhecidos de informações facilmente digeríveis, menos densas, intelectualmente menos exigentes. Vale destacar que, a formação cuidadosa do pensamento crítico é a melhor maneira de vacinar os adolescentes contra informações superficiais, fake news e desinformação.

Ademais, observamos que os adolescentes estão cada vez mais ansiosos, irritados e distraídos, com raciocínio confuso e até sinais de esgotamento. O uso excessivo das tecnologias digitais têm afetado de maneira significativa o funcionamento do nosso cérebro, especialmente nessa fase do desenvolvimento. Portanto, adolescentes expostos à intensa estimulação das tecnologias digitais podem apresentar menor capacidade crítica, menor capacidade na resolução de problemas, como também uma diminuição nas habilidades criativas. 

 

     3. 3 Impacto nos padrões de sono e seus efeitos na cognição

Vale destacar que existem várias possibilidades em que a cognição pode ser afetada pelo uso excessivo das tecnologias digitais. Contudo, não podemos esquecer de mencionar as alterações ocorridas no sono. Alterações no sono, afetam a memorização e as faculdades de aprendizagem. Para Desmurget (2021) quando o sono é alterado, a maturação é afetada, o que a longo prazo limita o potencial cognitivo do indivíduo, além de certos distúrbios bioquímicos favoráveis ao aparecimento de demências degenerativas.

 

Em um estudo realizado com adolescentes, as evidências mostraram que basta uma noite com restrição de sono para comprometer as funções cognitivas ((Radazzo, Muehlback, Shweitertzer, & Walsh, 1998). Quando o cérebro não dorme o suficiente ou não tem um sono de qualidade sua capacidade de concentração nas tarefas cotidianas é significativamente comprometida. Isso se torna evidente em sala de aula, ao observar alunos sonolentos, esforçando-se para manter os olhos abertos. Ainda que estejam motivados a aprender, esses adolescentes encontram-se fisiologicamente incapazes de assimilar até mesmo os conteúdos mais simples. Portanto, a privação do descanso acaba interferindo nos processos cognitivos, tendo em vista que o sono desempenha um papel fundamental no desempenho da aprendizagem e da memória.

 

  1. Considerações Finais

Este estudo contribui para o aprofundamento teórico acerca das implicações do uso excessivo das tecnologias digitais nas estruturas cerebrais responsáveis pelo processamento cognitivo, além de oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas. Considerando que a adolescência é uma fase marcada por intensa plasticidade neural, especialmente no córtex pré-frontal (relacionado às funções executivas), evidencia-se que a exposição prolongada e irrestrita às tecnologias digitais pode impactar processos como atenção, memória, controle inibitório, tomada de decisão e autorregulação.

Os achados reforçam que os adolescentes constituem um grupo particularmente vulnerável ao desenvolvimento de padrões de uso problemático ou mesmo de dependência patológica das tecnologias digitais, o que pode afetar não apenas o comportamento, mas também a organização do pensamento e as habilidades cognitivas. Nesse sentido, os estímulos contínuos associados ao uso excessivo favorecem comportamentos compulsivos.

 

Por fim, ressalta-se que, embora as tecnologias digitais ofereçam inúmeros benefícios, seu uso excessivo pode acarretar prejuízos significativos nos âmbitos cognitivo, emocional e físico. Evidencia-se, portanto, a necessidade de novas investigações sobre os impactos do uso excessivo das tecnologias digitais no desenvolvimento cognitivo.


Abstract

This study results from an ongoing master's research conducted in the Graduate Program in Education and Educational Practices (PPGEPE/UFMA) and aims to investigate the relationship between excessive use of digital technologies and its implications for brain structures responsible for cognitive processing. It is based on the understanding that adolescence is a critical period for brain development, during which young people also spend the most time using screens. Digital technologies are increasingly present in everyday life and are consumed without restriction, especially by children and adolescents. Thus, excessive use may affect behavior, patterns of thought, and cognitive abilities. The research adopts a qualitative, bibliographic approach, based on national and international theoretical frameworks. The relevance of the study lies in the vulnerability of adolescents, considering that the prefrontal cortex, responsible for executive functions, is still in the process of maturation.

Referências: 

BARRENSE-DIAS, Y., Berchtold, A., Akre, C., & Surís, J. C. (2015). The relation between internet use and overweight among adolescents: A longitudinal study in Switzerland. International Journal of Obesity, 37, 54–60.

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LÖSCH, S.; RAMBO, C. A.; FERREIRA, J. de L. A pesquisa exploratória na abordagem qualitativa em educação. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023141, 2023. e-ISSN: 1982-5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17958

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