Metadados do trabalho

Narrativas De Crise E Moralidade: Como A Guerra Cultural Sustenta O Bolsonarismo

Mirela de Jesus Gerônimo

Este artigo busca compreender as transformações recentes da política brasileira a partir da ascensão do bolsonarismo e da retomada da ideia de “guerra cultural” como elemento central do debate público. Mais do que um simples confronto de ideias, essa guerra simbólica tem sido utilizada como ferramenta política capaz de mobilizar afetos, criar divisões e produzir narrativas que opõem o “nós” e o “eles”. A pesquisa também revisita o conceito de “marxismo cultural”, frequentemente usado pela nova direita como explicação para supostos males sociais e morais, analisando como ele se articula com discursos de crise da democracia e de ameaça às tradições. Para aprofundar a análise, foi utilizado o software Iramuteq, que auxiliou na leitura de textos jornalísticos e comentários públicos, revelando as palavras e sentidos mais recorrentes em torno do tema. Os resultados mostram que a guerra cultural, mais do que uma estratégia retórica, tem se consolidado como uma forma de ação política que sustenta o discurso e o projeto de poder do bolsonarismo no Brasil contemporâneo.

Palavras‑chave: Crise da Cultura; Guerra Cultural; Nova Direita  |  DOI: 10.14507/epaa.27.4881

Como citar este trabalho

GERÔNIMO, Mirela de Jesus. Narrativas de Crise e Moralidade: Como a Guerra Cultural Sustenta o Bolsonarismo. Anais do Colóquio Internacional Educação e Contemporaneidade, 2026 . ISSN: 1982-3657. DOI: https://doi.org/10.14507/epaa.27.4881. Disponível em: https://www.coloquioeducon.com/hub/anais/1474-narrativas-de-crise-e-moralidade-como-a-guerra-cultural-sustenta-o-bolsonarismo/. Acesso em: 29 abr. 2026.

Narrativas de Crise e Moralidade: Como a Guerra Cultural Sustenta o Bolsonarismo

Palavras-chave

Crise da Cultura; Guerra Cultural; Nova Direita

Autores

Nos últimos anos, o Brasil viveu um processo intenso de reconfiguração política, social e simbólica. A chamada nova direita emergiu como força organizada em meio a uma crise prolongada de representação, trazendo consigo discursos de ressentimento, moralidade e antipolítica. Nesse ambiente, a noção de guerra cultural tornou-se mais do que uma expressão importada: transformou-se em um modo de ver o mundo e de disputar o poder.

Essa guerra é travada menos por armas e mais por ideias, valores e emoções. Ela se constrói em torno de um enredo simples e eficaz — o de que haveria uma batalha decisiva entre “o bem e o mal”, entre “os verdadeiros patriotas” e “os inimigos da nação”. A força desse discurso reside em sua capacidade de transformar o medo em pertencimento e o ódio em identidade. Foi com base nessa lógica que o bolsonarismo, desde 2018, consolidou-se como uma corrente política e emocional, sustentada por uma retórica que opõe o “povo” às “elites”, a fé à razão e a moral à pluralidade.

Inspirado nos modelos de mobilização da direita norte-americana (Hunter, 1991; Wolfe, 1998), o discurso da guerra cultural foi adaptado ao contexto brasileiro, ganhando contornos religiosos e autoritários. Como lembra João Cezar de Castro Rocha (2021), o bolsonarismo não é apenas um fenômeno político, mas uma “forma de guerra permanente” que transforma o conflito em identidade. Sua força não está nas propostas de governo, mas na capacidade de mobilizar afetos por meio de uma retórica de salvação e combate.

O mito do marxismo cultural foi central nessa narrativa. Espalhada por influenciadores, religiosos e militares, a teoria conspiratória afirmava que a esquerda teria se infiltrado em instituições como escolas, universidades, artes e imprensa, corrompendo os “valores tradicionais”. Nessa leitura, caberia aos “bons cidadãos” combater essa ameaça invisível para “salvar a nação”. Essa simplificação da realidade deu origem a um tipo de política moralista, na qual o outro não é um adversário com quem se debate, mas um inimigo a ser eliminado.

A guerra cultural brasileira se alimenta, portanto, de um sentimento de perda — perda de identidade, de controle e de reconhecimento. Como observa Ronaldo de Almeida (2019), o discurso da nova direita mobiliza símbolos religiosos e valores familiares como se fossem fronteiras a proteger contra o avanço de um mundo em transformação. Essa retórica moral se mistura a teorias conspiratórias e a uma comunicação política calculada, que faz do conflito sua principal fonte de energia.

As redes sociais ampliaram esse processo. Plataformas como Facebook, WhatsApp, YouTube e X (antigo Twitter) tornaram-se os novos palcos dessa guerra simbólica. É nelas que se disseminam versões simplificadas da realidade, memes, boatos e campanhas que unem indignação e humor para deslegitimar instituições e destruir reputações. Como aponta Fernandes (2020), trata-se de uma nova economia política do ódio: quanto maior o escândalo e a emoção, maior o engajamento e o poder político acumulado.

Compreender a guerra cultural é, portanto, compreender o funcionamento mais profundo da política contemporânea no Brasil. Este capítulo busca refletir sobre como essa retórica foi apropriada pela nova direita e consolidada como estratégia de poder durante o bolsonarismo, afetando a democracia, a educação e o próprio modo de convivência social. A análise combina uma perspectiva teórica — ancorada em Gramsci, Foucault, Souza e Latour — e uma perspectiva empírica, a partir de análises discursivas e de dados obtidos com o software IRaMuTeQ.

A hipótese central é que a guerra cultural não é apenas uma metáfora para a polarização, mas uma tecnologia política que reorganiza afetos, destrói pontes e redefine a ideia de cidadania. Ao transformar o debate público em campo de batalha, ela corrói os alicerces do diálogo democrático e reforça um imaginário de salvação que se alimenta do conflito. Nesse jogo, o que está em disputa não é apenas o poder, mas o próprio sentido de verdade, de liberdade e de nação.

Metodologia

A metodologia desta pesquisa foi desenvolvida em duas etapas que se complementam. Em um primeiro momento, buscou-se compreender, de forma teórica e interpretativa, o debate em torno da ideia de “Guerra Cultural” nos Estados Unidos e como essa noção foi sendo reinterpretada e incorporada ao contexto brasileiro. Nessa etapa, procurou-se identificar de que maneira esse conceito influenciou o pensamento da nova direita no Brasil e quais foram as condições que tornaram possível o surgimento do discurso sobre o suposto “corrompimento da cultura” por parte da esquerda.

Em seguida, a pesquisa voltou-se para a observação prática da presença desse tema em textos, sites, jornais e entrevistas, com o objetivo de mostrar que, embora a existência de uma “Guerra Cultural” seja questionada por parte do meio acadêmico e intelectual, a ideia conseguiu ganhar espaço e força no debate público brasileiro.

 

Para analisar esse material, foi utilizada a análise de conteúdo, conforme o método proposto por Laurence Bardin (1977), por permitir uma leitura mais profunda e sistemática das mensagens e sentidos presentes nos textos. O tratamento e a organização dos dados foram realizados com o apoio do software Iramuteq, que auxilia na análise textual e possibilita visualizar padrões e recorrências nas falas e discursos, facilitando uma compreensão mais ampla do fenômeno estudado.

Metodologia
A metodologia desta pesquisa foi desenvolvida em duas etapas complementares. Primeiro, buscou-se compreender teoricamente o debate em torno da ideia de “Guerra Cultural” nos Estados Unidos e como essa noção foi reinterpretada e incorporada ao contexto brasileiro. Identificou-se de que maneira esse conceito influenciou o pensamento da nova direita no Brasil e quais condições tornaram possível o surgimento do discurso sobre o suposto “corrompimento da cultura” pela esquerda.
Em seguida, a pesquisa voltou-se para a observação prática da presença desse tema em textos, sites, jornais e entrevistas, demonstrando que, embora a existência de uma “Guerra Cultural” seja contestada por parte do meio acadêmico, a ideia ganhou espaço significativo no debate público. Para analisar esse material, utilizou-se a análise de conteúdo de Laurence Bardin (1977), que permite uma leitura aprofundada das mensagens, apoiada pelo software Iramuteq, responsável por organizar os dados e identificar padrões discursivos relevantes.

Guerra Cultural
A ideia de Guerras Culturais aparece em diferentes momentos históricos, surgindo como resultado de transformações sociais que provocam tensões entre grupos progressistas e conservadores. Hunter (1991) define o conceito como uma ruptura entre dois ethos morais que dividiriam a sociedade em dois blocos antagônicos. Entretanto, autores como Wolfe (1998) e Fiorina, Abrams e Pope (2006) argumentam que essa ruptura não é tão profunda quanto o discurso sugere, funcionando mais como ferramenta de mobilização política.
A partir da década de 2010, o tema perdeu força nos EUA devido à crise econômica e à percepção de unidade representada pela eleição de Obama. Organizações conservadoras, então, optaram por estratégias mais institucionais, como disputar espaços políticos locais. Contudo, grupos reacionários continuaram a difundir retóricas conspiratórias, movimento que contribuiu para o surgimento do Tea Party e, posteriormente, da Alt-Right, que reavivou o discurso das Guerras Culturais.

Marxismo Cultural: a muleta da nova direita
O desenvolvimento da Guerra Cultural nos EUA esteve ligado à necessidade da nova direita de reconstruir um inimigo após o fim da Guerra Fria. A narrativa da “infiltração marxista” nas instituições culturais tornou-se central para explicar transformações sociais ligadas aos direitos civis, movimentos feministas e mudanças nas normas de gênero. Esse processo funcionou como um pânico moral (Cohen, 1972), mobilizando medo e ressentimento diante das mudanças sociais.
No Brasil, essa ideia ganhou força após os escândalos envolvendo o Partido dos Trabalhadores e após as manifestações de 2013. A retórica da “dominação da esquerda” nas universidades, na mídia e na cultura serviu como fator de unificação entre grupos conservadores, religiosos e militares. Segundo Michel (2020), Bolsonaro apresentou-se como o líder capaz de derrotar os “marxistas” supostamente presentes nas instituições.
Figuras do governo reforçaram esse discurso. O ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez afirmou que “o marxismo cultural faz mal à saúde da mente, do corpo e da alma”, associando pensamento crítico a doutrinação. A expressão “marxismo cultural”, difundida desde os anos 1990 por grupos ultraconservadores, transformou a Escola de Frankfurt e o marxismo ocidental em alvos centrais de teorias conspiratórias.
No Brasil, Olavo de Carvalho desempenhou papel fundamental na disseminação dessa narrativa, reinterpretando conceitos gramscianos de hegemonia para justificar uma suposta dominação ideológica da esquerda. A retórica do combate ao marxismo cultural tornou-se elemento estruturante da coalizão bolsonarista, combinando moralismo religioso, ressentimento militar e anticomunismo conspiratório. Assim, o “marxismo cultural” passou a funcionar como explicação simplificada para problemas como crise econômica, corrupção e degradação moral.

A Guerra Cultural domina o debate público
A Guerra Cultural tornou-se um dos principais eixos de disputa simbólica no Brasil contemporâneo, especialmente após a eleição de Bolsonaro. Essa retórica foi amplamente utilizada como estratégia de mobilização política e como mecanismo de preservação da base de apoio governista. Erros administrativos e crises institucionais eram frequentemente atribuídos a conspiradores externos ou ao legado da esquerda.
Para analisar essa dinâmica, foram examinados 25 textos jornalísticos e opinativos, dos quais 10 foram selecionados por pertinência temática. Esses textos continham críticas, análises e reproduções da narrativa de “infiltração da esquerda”. Com o auxílio do Iramuteq, identificaram-se as palavras mais frequentes: “não”, “guerra”, “cultural”, “governo” e “Bolsonaro”, reforçando o caráter polarizador dos discursos.
Em uma entrevista analisada, Pedro Bial afirmou não tomar partido na “guerra cultural”, demonstrando como o termo já havia sido incorporado ao vocabulário midiático. Outro texto, publicado pela Agência Pública, apresenta João Cezar de Castro Rocha argumentando que o bolsonarismo depende estruturalmente da Guerra Cultural: “Sem guerra cultural, não há bolsonarismo. Mas com guerra cultural, não pode haver governo Bolsonaro”.

Diversos autores apontam que a Guerra Cultural serviu para desviar o foco de problemas concretos, como no caso da pandemia, quando, segundo Chico Alves (UOL, 2021), a disseminação de desinformação tornou-se obstáculo à implementação de políticas públicas. Na educação, Daniel Cara destaca que o MEC se tornou um “caixa de ressonância da guerra cultural”, contribuindo para sua paralisia administrativa.
Alguns textos adotam leituras mais amplas, como o artigo da ECOA/UOL, que argumenta que a Guerra Cultural funciona como forma de manutenção de privilégios por parte de uma elite minoritária. Já análises do portal Entendendo Bolsonaro reforçam que o governo se estrutura como um “governo de guerra”, sustentado pela criação constante de inimigos.

No conjunto, os textos mostram que a Guerra Cultural não é apenas discurso — é método de governo. Sustenta-se pela produção de antagonismos, pelo uso político do ressentimento e pela mobilização constante contra inimigos imaginários, moldando a forma como o poder é exercido e o debate público é organizado no Brasil recente.

Diante das discussões desenvolvidas, fica evidente a influência da noção de Guerra Cultural na formulação e na atuação da nova direita brasileira, bem como nas estratégias de mobilização que orientam discurso e prática política. Essa narrativa — que enaltece a defesa das liberdades individuais, mas frequentemente tolera medidas e posicionamentos autoritários em nome da “liberdade do mercado” — contribui para a naturalização de contradições e para a construção de lealdades incondicionais. Ao transformar transgressões e exageros políticos em “pecados aceitáveis” dos líderes, a retórica da Guerra Cultural facilita a imposição de uma visão de mundo como dominante e dificulta o espaço do debate público crítico.

Conforme aponta Souza (2014), ao analisar os movimentos conservadores e a lógica da Guerra Cultural nos Estados Unidos, observa-se uma grande pluralidade de atores e propostas. Essa pluralidade, aliada à constante escalada de polêmicas culturais, tende a fragmentar o campo social e a reduzir a eficácia mobilizadora dessas iniciativas — processo já perceptível a partir da última década. Em outras palavras, as disputas culturais intensas acabam por produzir clivagens internas e debates agressivos que reforçam bolsonarismos, bolhas e afinidades seletivas em vez de construir consensos amplos.

No caso brasileiro contemporâneo, percebe-se que a ideia de Guerra Cultural tem sido instrumentalizada pelo bolsonarismo como um recurso de polarização: a sociedade passa a ser dividida entre os que apoiam incondicionalmente e aqueles que são rotulados como parte do “marxismo cultural”. Essa ruptura normativa cria uma tolerância quase cega em relação a aliados e a medidas autoritárias — afinal, se o país está em “guerra”, o argumento da ordem moral justifica tudo. Como consequência, a possibilidade de resolver conflitos por meio do debate público e da construção de políticas públicas fica drasticamente comprometida. O que permanece é o conflito permanente e a convicção de que o outro precisa ser deslegitimado ou destruído politicamente.

Enfim, a Guerra Cultural, enquanto dispositivo simbólico e político, opera menos como um diagnóstico neutro e mais como uma estratégia de disputa pela hegemonia cultural. Entender suas raízes, seus mecanismos de circulação e suas consequências sobre a vida pública é condição necessária para imaginar alternativas democráticas que retomem o diálogo, a pluralidade e a efetividade das políticas públicas como instrumentos de resolução de conflitos sociais.

 

Abstract

This article seeks to understand the recent transformations in Brazilian politics stemming from the rise of Bolsonarism and the revival of the idea of ​​"culture war" as a central element of public debate. More than a simple clash of ideas, this symbolic war has been used as a political tool capable of mobilizing emotions, creating divisions, and producing narratives that oppose "us" and "them." The research also revisits the concept of "cultural Marxism," often used by the new right as an explanation for supposed social and moral ills, analyzing how it articulates with discourses of a crisis in democracy and a threat to traditions. To deepen the analysis, Iramuteq software was used to read journalistic texts and public comments, revealing the most recurrent words and meanings surrounding the topic. The results show that the culture war, more than a rhetorical strategy, has consolidated itself as a form of political action that sustains the discourse and power project of Bolsonarism in contemporary Brazil.

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